07/10/2013
Cachoeiro de Itapemirim (ES)
(Diversos)


Para dar exemplo, prefeito corta até mesmo a base aliada

Na extensa lista de exonerados que o Diário Oficial da Prefeitura de Cachoeiro trouxe nesta semana nomes tradicionais do PT surpreendem. Entre eles o do ex-vereador Gildo Abreu, Maria de Lourdes Savignon, ex-deputada federal, e Maurício Luiz Daltio. Estes petistas fazem parte dos 25 demitidos pelo colega de sigla Carlos Casteglione. Ao todo, foram 65 exonerações.

O corte na própria carne petista mostra quão agravante é a crise econômica na administração municipal e indica que se não houver o controle das finanças outras siglas aliadas podem sofrer grandes baixas. Na Câmara Municipal apenas três partidos – DEM, PSC e PSB – não são da base. Já PR, PDT, PHS, PTB e PV compõem com o governo.
Dos três secretários exonerados, dois também eram ligados ao PT: Sérgio Mariano, da Comunicação Social, e Danilo Paiva, Esportes e Lazer. Já tenente Moulon, da Defesa Social, é filiado ao PV.
A decisão de exonerar veio devido à queda acentuada na receita, em torno de 13,3%, e sob argumento de atender as imposições da Lei de responsabilidade Fiscal. No pacote de medidas de contingenciamento, além das demissões, que incluíram três secretários municipais, constam ainda redução do expediente da prefeitura, de 7h às 13hs, fim das gratificações e despesas com aluguéis de imóveis e automóveis. A economia deve ser de R$ 1,5 milhão por mês.

 

Atitude respeitosa com aliados, diz líder do PT

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Ao comentar as demissões feitas pelo governo, o líder do PT na Câmara de Vereadores, Antonio Rizzo, caracterizou-as como uma atitude respeitosa do prefeito com os partidos aliados, mas levantou um sinal amarelo ao dizer que, caso o objetivo não seja alcançado, pode haver novas demissões:

“A nossa expectativa é que haja economia e controle, mas se isso não acontecer vamos ter que cortar mais gente, infelizmente. De toda forma, o prefeito agiu com respeito diante dos nossos aliados quando optou por começar demitindo gente do nosso partido”.
 

Câmara de Vereadores segue exemplo e também vai exonerar

Se a crise econômica afeta a prefeitura, o reflexo também é imediato na Câmara de Vereadores que sobrevive do repasse financeiro do Executivo. Diante da gravidade do quadro, o presidente da Casa, Júlio Ferrari (PV), admitiu que vai seguir o exemplo e demitir cerca de 70% dos comissionados, de um total de 15 funcionários. Ele também avaliou como justa a decisão do prefeito ao cortar na própria carne:

“Foi uma atitude justa com os partidos da base aliada, e exemplar também porque a Câmara vai ter de seguir essa atitude. Vamos ter que cortar em torno de 70% dos comissionados que temos. Não vamos ficar apenas assistindo”, anunciou.

 

por Ilauro Oliveira e Jackson Oliveira


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